Opinião sobre problemas sociais e políticos do desenvolvimento sustentável. Ambiente e património.Mundo Rural. Iberismo.
13.6.17
11.4.17
8.4.17
17.2.17
26.7.16
25.1.16
18.1.16
15.1.16
24.12.15
12.12.15
Presidenciais: o imperativo moral
Dir-se-á que o debate
sobre a moral política das candidaturas é assunto que não interessa aos mais de nove milhões de leitores e, sobretudo, aos quatro milhões de abstencionistas. Mas
discordo. E sublinho o conceito,” moral política da candidatura” e não
julgamento do carater do candidato. Acho mesmo que, para todos os meus
concidadãos, suscitar este debate é absolutamente decisivo.
12.11.15
20.10.15
9.10.15
5.10.15
“Uma vitória de Pirro” e o fim do bipartidarismo
Um coro em uníssono de
comentadores, em todas as estações de televisão, rádio e jornais, proclama o
extraordinário acontecimento: a coligação PSD e CDS, depois de quatro anos de governo
austeritário, ganhou as eleições! Excecional acontecimento político, fracasso
do líder do PS!?
Sujeitemos a vitória ao critério
dos fatos políticos incontestáveis.
26.9.15
16.7.15
14.7.15
O fim da Primavera grega ou a sua sobrevivência?
O Syriza perdeu uma batalha tática, mas não sofreu uma derrota estratégica.
17.6.15
20.2.15
Portugal/China: 35 anos de cooperação
Assista aqui:
Ao programa Sociedade Civil, da RTP2, do dia 19 de fevereiro, que foi para o ar com o tema "Portugal/China: 35 anos de cooperação", tendo como convidados António dos Santos Queirós, Pedro Choy, Rui Lourido e Y Ping Chow
Ao programa Sociedade Civil, da RTP2, do dia 19 de fevereiro, que foi para o ar com o tema "Portugal/China: 35 anos de cooperação", tendo como convidados António dos Santos Queirós, Pedro Choy, Rui Lourido e Y Ping Chow
http://www.rtp.pt/play/p1490/e184800/sociedade-civil-2014
Para abrir a gravação é necessário procurar na página inferior a imagem correspondente ao dia 19 e abrir o vídeo, que começa após um rápido anúncio.
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14.2.15
Conhecer o fenómeno da dívida global, para entender a dívida pública
O que é a dívida global? A dívida soberana (do estado), mais a dívida da banca, a das empresas e a das famílias.
É interessante conhecer o estudo do MacKinsey Global Institute (MGI) sobre esta matéria, de janeiro de 2012, intitulado Debt and deleveraging: Uneven progress on the path to growth.
Ele evidencia que a generalidade dos países sofre de um problema crónico de dívida, na sua relação com o valor do PIB_ atingindo famílias, empresas, bancos e governos, que sobe a níveis assustadores na Irlanda (663%), no Japão (512%) e no Reino Unido (503%), e a que não escapa nenhuma das mais poderosas economias ocidentais, incluindo a Alemanha, cuja dívida global era aqui anotada como de 278% do PIB! Portanto, superior à da Grécia, que se ficava pelos 267% do PIB. Neste rácio da dívida global, Portugal atingia então 356% do PIB e a Espanha 363%. A França 346%, a Itália 314%. A Correia do Sul, 314%, os EUA 279%...
Tendo como referência 2010, podemos constatar que nas 10 maiores economias o rácio da dívida era de 348% do PIB. Outros países, os chamados BRIC, as novas potências económicas emergentes, apresentavam os seguintes rácios: China, 184%, Brasil, 148%, Índia 122% e Rússia 72%!
Este fenómeno não deixou de se agravar com a política de austeridade. A 'dívida' em termos globais, considerando o endividamento público, as dívidas das famílias, instituições financeiras e das empresas, cresceu significativamente desde o início da crise financeira de 2007, para atingir 286% em proporção do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, em 2014.
Chegámos ao absurdo económico!? Mas aproxima-nos da verdade: É uma impossibilidade económica que a comunidade de todos os países e nações do mundo, na sua globalidade, deva mais do que o valor total dos seus PIBs!
O sistema financeiro mundial desregulado e fora do controle dos estados, da justiça e da democracia, vive muito acima das suas possibilidades e criou para si próprio um valor artificial de triliões de dólares e de euros, transformando as crises financeiras cíclicas em crises estruturais e globais.
Questionamo-nos de novo: como é que os títulos financeiros, esses obscuros "produtos derivados", esse papel-moeda despejado diretamente das rotativas dos EUA ou da Inglaterra para o mercado, podem valer várias vezes o valor do PIB, se este exprime precisamente o valor total e real da economia produtiva no mercado?
A "bolha financeira" apropriou-se do mercado mundial, das hipotecas das habitações até à dívida soberana, dos governos e da União Europeia, e rebenta ciclicamente onde levou longe de mais o seu artifício financeiro e a sua incomensurável manipulação do mercado.
O debate político em Portugal acerca da dívida continua a ser reduzido à dívida do estado (também designada por pública e por soberana), como se não coexistisse com a dívida da banca, das empresas e com a dívida das famílias e, ao mesmo tempo, esse debate subestima a natureza antidemocrática e antinacional do pacto imposto pela troika, o qual, ultrapassando o que é direito dos bancos, impôs, além de juros leoninos, uma política semicolonial de venda ao desbarato das empresas públicas e de redução dos direitos sociais, educação, saúde e segurança social públicas, de limitação da defesa e soberania nacionais e da autonomia dos tribunais, sobretudo do Tribunal Constitucional.
Em Portugal, em 2011, ano de ascensão do PSD/CDS ao governo, a dívida das empresas e da banca elevava-se a 248% do PIB, duas vezes e meia superior à dívida pública, 98,2% do PIB, na altura em que Portugal foi obrigado a aceitar o diktat da troika, que não é apenas de natureza económica, mas sobretudo política.
“No final de 2011, o valor da dívida não consolidada do setor não financeiro ascendia a cerca de 715 mil milhões de euros, correspondendo a 418% do PIB (402% em 2010).)…Naquela data a dívida não consolidada do setor público não financeiro totalizava 236.000 milhões de euros (138% do PIB). As empresas privadas registavam um nível de endividamento de 178% do PIB (177% em 2010) e os particulares/famílias, um nível de endividamento de 103% do PIB (104% em 2010).” (Fonte: Banco de Portugal. Nota de Informação Estatística | Lisboa, 20 de fevereiro de 2012.)Se partirmos agora do Gráfico do Relatório Preliminar do Grupo Técnico “Conhecer a dívida, para sair da armadilha”_IAC, que indica como 120.000 milhões o valor do passivo dos bancos em 2011 e do valor do PIB nacional no final do ano em 171.000 milhões de euros (Fonte: Eurostat, online data codes), determinamos uma dívida bancária que ainda se elevava perigosamente à percentagem a 70,17% do PIB nacional, em 2011, depois de ter atingido o seu cume de 160.000 milhões de euros exatamente no período crítico da crise financeira gerada nos EUA em 2008 e que atingiria a Europa nos anos seguintes ( bolha imobiliária, “produtos derivados” sem valor, descapitalização e falência das seguradoras e dos bancos, com nacionalização dos seus prejuízos, especulação das agências de rating contra as dívidas soberanas…)
Do mesmo modo, o período atual da descida das taxas de juro da dívida soberana não tem a ver com a confiança dos mercados financeiros na política de austeridade do governo, nem com o crescimento da economia. Quanto a coligação PSD/CDS subiu ao poder, explicava o aumento das taxas de juro pelo crescimento da dívida soberana, que se elevou a 98 % no final do governo do PS/Sócrates. Agora a dívida subiu aos 130% do PIB e as taxas de juros baixaram, o que torna contraditória a explicação precedente.
O crescimento anterior dos juros resultou sobretudo da manipulação do mercado financeiro pelas agências de rating e os juros do empréstimo da Troika, superiores a 5%, foram impostos por uma decisão política, que não dependeu do funcionamento livre do mercado e nada tem de amigável, decisão política da responsabilidade dos líderes neoliberais da União Europeia, do BCE _Banco Central Europeu (cujos fundos não são só alemães mas de todos os países da UE) e ainda pelo FMI: Pelo empréstimo de 78.000 milhões de euros, ficámos obrigados a pagar a mais, em juros, 35.000 milhões!
A quebra dos juros atual ficou a dever-se, numa primeira fase, ao facto de BCE em 2013 começar a aceitar os títulos de dívida pública como garantia dos empréstimos concedidos aos bancos privados a taxas mínimas de 0.5% e 1% ( que depois emprestavam esses fundos a taxas de 7% a 12% ao governo português, em títulos e obrigações de dívida) e, já em 2015, ao anúncio do BCE, contra a posição do governo de coligação de Merkel e dos socialistas alemães, de que iria passar a financiar a dívida pública: deste modo, foi limitada a manipulação pelas agências de rating do mercado da dívida e da economia real e comprovado que aquelas são meros instrumentos da especulação financeira. O governo limitou-se a beneficiar da redução de juros e alargamento de prazos, pelos quais se bateram os governos conservadores da Irlanda, Espanha e Itália.
Tal fato deixa cada vez mais claro que o mercado financeiro não funciona livremente e é determinado por orientações políticas. A política de austeridade não era uma inevitabilidade económica, mas foi o fruto de uma escolha política dos neoliberais europeus. O governo PSD/CDS foi de fato mais longe do que a Troika e transformou-se num governo colaboracionista de uma política europeia que, por ser semicolonial, tornou-se ela própria antidemocrática e antinacional.…o Presidente da República seguiu-lhe os passos.
Esta ideologia económica filia-se no pensamento da denominada Escola de Chicago que proclamando a liberdade do mercado e a rejeição do Keynesianismo, defende na prática a sua completa desregulamentação e a transformação do estado moderno num simples observador da economia, cujos nomes mais publicitados e premiados com o Nobel são George Stigler e Milton Friedman. Paradoxalmente ou não, a sua política económica foi adotada por Jean-Claude Trichet, então presidente do Banco Central Europeu (BCE), influenciado pelas ideias do académico de Harvard Alberto Alesina e já fora adotada, em primeiro lugar, pelo governo da ditadura militar de Pinochet no Chile nos anos 70. Atingiria o seu auge de influência nos anos 80, no governo conservador de Thatcher e no governo republicano de Ronald Reagan, os quais, desregulando a atividade financeira, criaram a bolha imobiliária, que provocaria a falência das hipotecas especulativas e depois dos bancos privados, nos EUA, na Irlanda ( onde a dívida soberana provém sobretudo da falências dos principais bancos), na Grécia e na própria Alemanha ( que teve de capitalizar a banca em mais de 100.000 milhões de euros), na Espanha, na Itália.. política que é prosseguida hoje pelos conservadores da Sra Merkel & SPD, Passos Coelho, Rajoy… &
O perigo da bancarrota nacional transferiu-se assim para o futuro próximo do país, porque a própria dívida continuou a crescer e aproxima-se dos 130% do PIB, e vêm aí os anos em que não basta pagar juros e é forçoso pagar igualmente amortizações.
Segundo as previsões oficiais do IGCP (Instituto de Gestão do Crédito Público), o primeiro abatimento ao valor do empréstimo da Troika, cerca de 650 milhões de euros, acontecerá neste ano de 2015. Até lá, os milhões retirados à saúde, educação e aos rendimentos do trabalho serviram só para pagar juros.
Mas há outros empréstimos ativos. O Estado português gastou 6.924 milhões de euros na remuneração da dívida pública portuguesa, um valor que representa um decréscimo de 1,4% face a 2012, anunciou a Direção Geral do Orçamento (DGO), na síntese de execução orçamental de 2013. Em sentido inverso, os juros pagos à Troika (BCE, Comissão Europeia e FMI) aumentaram substancialmente no ano de 2013. O montante do ano passado foi de 1.704 milhões de euros, um aumento de 57,8% face aos valores de 2012 (1.080 milhões de euros).
Prossigamos então na trajetória do pagamento das prestações do empréstimo da Troika ( a que haverá sempre que somar o valor da dívida que lhe é anterior), sem perder de vista o duplo valor dos seus juros.
No ano seguinte, terão de ser devolvidos 8,5 mil milhões naquela que será a segunda maior prestação do programa.
Em 2021, surgirá a maior fatia de todas: 12,3 mil milhões.
Em 2026, Portugal ainda estará a pagar a fatura. Nesse ano estão previstos mais 2 mil milhões de euros, afirmava o IGCP.
É a nossa vez de perguntar aos líderes do PSD e do CDS, somados os juros às prestações, e aos valores dos empréstimos anteriores, onde vão buscar tanto dinheiro?
Fica por saber quanto e até quando é que Portugal vai pagar os restantes 60% do pacote de 78 mil milhões. Porque tudo isto diz respeito a operações de dívida de médio e longo prazo já contratadas ou previstas.
O perigo da bancarrota nacional transferiu-se para o futuro próximo do país, enfim, porque se agravaram todos os fatores de rotura financeira e económica, de crise geral nacional, e já perdemos a reserva representada pelo valor das empresas públicas, privatizadas e caídas nas mãos de obscuros Fundos financeiros: e porque o estado carrega às costas dos cidadãos a insolvência e falência dos maiores bancos, as rendas, PPPs e outros privilégios das novas empresas monopolistas. E todo o país, incluindo bancos, empresas e famílias, paga juros usurários ao mercado financeiro internacional.
Igualmente, o pagamento antecipado da dívida ao FMI à custa de um novo empréstimo com juros mais baixos, não deixa de ser um favor indireto à banca internacional: é que esta, como consequência da crise e estagnação económica que provocou na Europa com a política de austeridade, está com excesso de liquidez, isto é, tem na sua posse dinheiro a mais que não rende; transformando-o em dívida pública, pode investi-lo com segurança e de novo ganhar juros com os países esmagados pela austeridade. Quanto à Alemanha, que tem o privilégio de servir de medida aos valores do mercado financeiro europeu, financia-se sem juros ou a juros negativos.
Um país, uma empresa ou uma família, não se arruínam apenas se gastarem sistematicamente mais do que produzem, arruínam-se mais depressa se pagarem juros usurários sobre os gastos indispensáveis à reprodução da sua atividade e modo de vida.
Foi assim que, no período de 2000 a 2010, Portugal foi sangrado em mais de 53.000 milhões de euros só em juros, devidos à banca e fundos financeiros instalados em França e na Alemanha, na Holanda, Inglaterra… e à banca portuguesa, que, nem assim evitou a sua própria ruina.
Sem a reforma do sistema financeiro internacional e o resgate da soberania nacional e do direito das nações e povos a governar-se a si próprios, a disputa económica e financeira pelos mercados evoluirá para a guerra, como na Ucrânia e conduzirá a novos regimes autoritários, como na Hungria. É por isso que a resistência da Grécia é uma causa comum à defesa da democracia e da soberania de todas as pátrias europeias.
27.1.15
23.1.15
Porque se mata em nome de Deus?
“Em forma de oração:
Nesta hora, que é de luto e de
raiva, rogo a mim mesmo que nunca me esqueça que as primeiras vítimas dos
terroristas árabes são os seus próprios povos e que a guerra contra o
terrorismo, como todas as guerras, exige sempre uma solução política!”
21.1.15
23.9.14
O Regresso às Pátrias
"Esta é a ditosa pátria minha amada,
à qual se o Céu me dá que eu sem perigo
torne, com esta empresa já acabada,
acabe-se esta luz ali comigo”
Luís de
Camões, Canto III, Verso 21
“Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa,
porque o não merece.
Nem minha
amada, porque é só madrasta.”
Jorge de
Sena, (Araraquara, Brasil. 1961)
29.6.14
Do circo à arena, o futebol agoniza!
“Será
preciso ver a morte em direto, por exaustão, de um dos futebolistas do mundial?”
31.5.14
Europa, o fim do monopólio de dois partidos
Até ao início da crise
financeira em 2008 e a sua transformação, a partir de 2010, em crise da dívida soberana e de austeridade
para as nações e os povos, pela ação conjugada dos governos socialistas e
conservadores, estes partidos, filiados no S&D_Grupo da Aliança
Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu e no
PPE_Grupo do Partido Popular Europeu (Democratas-Cristãos), monopolizaram praticamente
os governos da Europa (no Reino Unido, o partido no poder filia-se nos Conservadores
e Reformistas Europeus), e distribuíram entre si os lugares cimeiros da
burocracia comunitária, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu. Tal
como em Portugal, onde os seus líderes e a sua clientela política, financeira e
de “comentadores políticos”, proclamaram a prevalência dos três partidos do
“arco do poder” até à consumação da democracia.
26.4.14
Como a revolução democrática de Abril de 74, em Portugal, influenciou o mundo
A guerra colonial foi o maior
crime do regime fascista de Portugal. Custou à nação portuguesa mais de 9.000
mortos e mais de 100.000 feridos (proporcionalmente mais perdas que os
americanos no Vietname) e fez um número superior de baixas nos povos e
guerrilheiros das três frentes militares, Angola, Moçambique e Guiné.
13.3.14
Manifestação das Forças Armadas apela à participação cidadã
O movimento das forças armadas (e
das forças policiais) é um movimento político democrático e constitucionalista. Não é nem
revolucionário, nem corporativo, nem ilegal. E, nessa medida, representa toda
“a família militar”, que, em Portugal, por imperativo da herança
histórica da guerra colonial, engloba tendencialmente “Todo o povo português”, como o afirma
a AOFA no apelo à participação na manifestação nacional de 15 de Março,
8.3.14
Manifestação da Família Militar: 15 de Março
Apelo da AOFA_ Associação dos Oficiais das Forças Armadas:
"Atenção Militares, Ex-Militares, Ex-Combatentes, Alunas e Ex-Alunas do Instituto de Odivelas (IO), Alunos e Ex-Alunos do Colégio Militar, Alunos e Ex-Alunos dos Pupilos do Exército e respectivos Familiares de TODOS. TODOS fazemos parte da Família Militar!"
A posição do Ministro da Defesa:"As Forças Armadas falam pela voz dos chefes militares, que representam 34 mil homens e mulheres. As associações representam os seus associados, que são quatro mil. Depois existem tenentes-generais reformados. Até há uma expressão nas Forças Armadas que diz que os generais no activo são muito reservados e na reserva são muito activos. O ministro não é ministro nem das corporações nem dos tenentes-generais reformados"
24.2.14
Sobre o processo de tomada de consciência política das FA ( e policiais)
Não havendo guerra colonial e milicianos contra a guerra, onde se forjou a revolução democrática de Abril, a
agressão financeira da troika e o papel de governo colaboracionista, que é o
de Passos Coelho ( colaboracionista como o de Vichy na II Guerra), encarregaram-se de fazer nascer essa progressiva consciência política e de mobilizar os
militares profissionais ( e as forças policiais) para a luta democrática.
26.1.14
"Pôr fim ao estado a que chegámos"! Porque “Os limites (constitucionais) foram ultrapassados!”
“Quando o chefe supremo das
Forças Armadas e presidente da República se torna cúmplice político desta
ofensiva sem quartel para desmantelar as funções de soberania das Forças
Armadas portuguesas, temos de reconhecer no pronunciamento político dos
oficiais na reserva e no ativo, que se anuncia para o encontro nacional de 22
de Fevereiro, e falo como paisano, um ato de coragem política, cívica e militar,
que desafia a besta financeira internacional e clama pela participação
política e pela livre expressão da vontade coletiva da nação portuguesa”.
6.1.14
O legado de Eusébio
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/jornalismocidadao.aspx?content_id=3619957
Não importa agora que todos o chorem, mesmo
aqueles que, no próprio Estádio da Luz, o assobiaram em 1976, quando, crivado
de cicatrizes e com um joelho desfeito, o mercado de futebol o dispensou.
E aqueles outros, que o tentaram
manipular como símbolo de um império multirracial e colar a sua imagem à
ambição de poder partidário.
Nas suas últimas entrevistas,
deixou duas mensagens claras, uma para a morte outra para a vida:
27.9.13
Eleições alemãs: Afinal, Merkel perdeu mais do que ganhou
Quem percorre a comunicação
social portuguesa e grande parte da comunicação internacional, depara-se com a
exaltação da vitória de Merkel, inquestionável como primeiro partido nos votos,
mas que escamoteia a mudança da correlação de forças na política alemã a favor
da esquerda, plural.
24.7.13
A farsa política e a crise geral nacional
Significado de Farsa:
comédia. Sinónimos: aleivosia, falsidade, fingimento, hipocrisia, impostura,
perfídia, traição e tredice. Dicionário da Língua Portuguesa
O quadro político de uma crise geral
nacional é o de uma situação em que o tecido económico e social se rompe e
entra em colapso, em que “os de cima”, os partidos que foram do anticonstitucional
arco do poder, já não podem governar
como dantes, mas, “os de baixo”, não têm
ainda consciência política e organização política para avançar numa alternativa
de poder.
18.9.12
Não há alternativa para a diminuição das taxas de juro. Ou, 10 coisas que precisamos saber para formular um juízo crítico sobre a dívida soberana e os credores
1. Portugal vai ter de pagar um total de 113 mil milhões de euros pelo empréstimo da troika. Ao envelope de 78 mil milhões de euros acrescerão quase 35 mil milhões em juros e comissões (34 mil milhões em juros e 655 milhões em comissões), como informa o ministério das Finanças, cobrados pela Europa e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Isto é, a "ajuda externa" vem com uma sobrecarga de 45%, como mostra a resposta do secretário de Estado do Orçamento, Luís Morais Sarmento, ao deputado do PCP, Honório Novo, divulgada pela Lusa em 25/11/2011. E é por isso que a ajuda fica entre aspas, não é ajuda, mas negócio com juros pesadíssimos.
10.9.12
Síria: A revolução truncada
A primeira vaga da revolução
democrática nos países árabes apanhou de surpresa as potências mundiais.
A sua riqueza em petróleo, gaz
natural, minerais e reservas financeiras, partilhada entre as oligarquias
locais e as grandes empresas e consórcios financeiros, do ocidente e do leste,
chocava com um grande movimento popular de revolta, que exigia liberdade
política, pão e progresso social. Uma profunda inquietação invadiu então o
mundo dos negócios e das finanças.
20.7.12
Vox populi: “Chamar os bois pelos cornos!”
O mito da confiabilidade dos mercados financeiros
Segundo o relatório do Banco de
Portugal os bancos portugueses reduzem cada vez mais o crédito às famílias e
empresas, incluindo os setores exportadores e continuam a orientar o seu
negócio para a compra da dívida pública nacional, ao adquirirem mais sete mil
milhões de euros só no primeiro trimestre de 2012, atingindo assim um valor e
um risco de 29,7 mil milhões! Ora o conjunto do valor das ações bolsistas dos
bancos privados não chega a valer hoje sequer 3 mil milhões!? Eis uma tendência
transversal à zona euro nos últimos meses, com os bancos a aproveitar o excesso
de liquidez oferecido pelos leilões do BCE para adquirir ativos com elevadas
taxas de juro. Os bancos privados conseguem financiamento a 1% e aproveitam os
rendimentos ( ‘yields') dos títulos de dívida pública que, no caso português,
rondam os 12%. Mas os bancos nacionais, como a CGD, não têm aquele direito, por
força da legislação comunitária!
26.4.12
Europa, a hora das reformas ou da crise geral nacional
Dinamarca…França, Grécia…Alemanha!
Quando se realizaram as eleições gerais na Dinamarca em 2011, a 15 de setembro, para eleger 179 deputados ao Folketinget - o Parlamento da Dinamarca, os povos europeus, esmagados pela austeridade, nem se aperceberam da vitória do Bloco Vermelho (Centro-Esquerda) com 89 lugares conquistados, face ao Bloco Azul (Centro-Direita) com 86 lugares.
O Bloco Vermelho - Rød blok - de centro-esquerda, é composto pelo Partido Social-Democrata, pelo Partido Popular Socialista, pela Esquerda Radical e pela Aliança Verde-Vermelha.
Mas a notícia recente de que alguns bancos dinamarqueses tinham rescindido os seus contratos com as agências de rating americanas, constitui o sinal de que este poder obscuro do capital financeiro mundial se tornou intolerável, mesmo para os seus pares nacionais.
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