3.10.26

Sobre a destruição moral do estado de Israel...

...e do património de solidariedade para com as vítimas do Holocausto

Quando é declarado o "estado de sítio" a constituição de Israel prescreve que a democracia é suspensa e todo o poder do estado se concentra no chefe do governo e no ministro da defesa, no caso um líder da extrema-direita. Netanyahu, na iminência de ser preso por corrupção, negociava então a possibilidade de trocar a cadeia pela pena de suspensão dos seus direitos cívicos durante alguns anos. Assim se manteve no poder, como ditador e genocida.

2.10.26

Cristiano Ronaldo e Antero de Quental



Portugal é um país democrático e o futebol não é uma ilha autoritária, mas talvez seja um pântano.

'…Há em todos nós, por mais modernos que queiramos ser, (…) um beato, um fanático ou um jesuíta! Antero de Quental

'No clube manda o presidente, na equipa mando eu." JJ

9.9.26

E afinal, de que crimes ou contravenções acusam o diretor e ministro?



 
A campanha infame deu resultado. O cidadão comum apanhou fragmentos de notícias e comentários: o ministro fala 30 m e a televisão pública dá-lhe 30 s, escolhendo os momentos de indignação, para que também pareça arrogante. Porque de infrator da lei, já nada o salva!?

E afinal, de que crimes ou contravenções acusam o diretor e ministro? Corrupção? Abuso do poder? Tráfico de seres humanos? Desobediência aos tribunais? Fuga ao fisco...de nenhum delas, apenas historietas. Ah! mas a "sua" PJ, malhou forte e feio, nesses criminosos e entregou-os à justiça.

No fim da campanha suja, nenhum crime ou sequer contravenção grave, lhe serão imputados. Mas a campanha suja continua e já atingiu os seus propósitos:  o oportunismo político da esquerda que a acompanha também. A extrema - direita, que a fomenta, agradece. O partido que se infiltou na PSP e na GNR, vai agora utilizar os seus agentes sindicais para voltar à carga, aproveitando a incúria e desprezo dos partidos de todos os governos face aos direitos básicos dos polícias, para colocar as duas forças em confronto com a PJ e pôr o antigo diretor e ministro em cheque.

Alemanha: O adeus ao neoliberalismo





































A complexidade da evolução política internacional exige que o cidadão consciente não vá atrás de títulos televisivos, sobretudo das nossas dependentes televisões.

1.4.26

Quando os loucos militaristas, guiam os cegos de Saramago

 

 

O governo dos EUA publicou dois documentos que definem a sua política global, a Estratégia de Segurança Nacional e a Estratégica de Defesa Nacional. Neles se reafirma que o hemisfério ocidental, leia-se, todo o continente americano, deve ficar sob domínio americano (conforme prescreve a doutrina Monroe/Século XIX), na Europa os seus aliados são os partidos e governos de extrema-direita (da Nova Europa de Leste e da Velha Europa, chauvinistas e autoritários) e que no Médio Oriente deve prevalecer a aliança com as monarquias do petróleo, sob tutela militar do Grande Israel, racista, neocolonialista e genocida, o seu principal proxy.
Na América Latina, essa política internacional anuncia que submeterá os países pela coação militar_ ocupação dos mares com os mais poderosos navios de guerra e golpes de mão, com as sanções e boicotes, violentos, apoiará com fundos e propaganda a ascensão de partidos  e candidatos de extrema-direita_ Brasil, Honduras, Argentina, Bolívia, Venezuela…e não excluirá a intervenção militar contra Cuba.

8.2.26

A RPCh face à Crise geral da Civilização Industrial. Portugal, o país do meio..

               

A Universidade do Minho acolheu a conferência “Europa, Portugal e China: relações atuais e perspetivas futuras”, integrada nas comemorações do Ano do Cavalo e no programa organizado em parceria a Câmara Municipal de Braga,

Presidente do Município de Braga, Dr. João Rodrigues. Vice-Reitor da .Universidade do Minho, Professor  João Cardoso Rosas

com a presença de S. Exª o embaixador Yang Yiru , e o apoio da Fundação para a Cultura e a Educação da Zona Norte, presidida pelo Sr. Y Ping Chow. e as associações empresariais

Comunicação da CCDPCh_ Professor António dos Santos Queirós

A RPCh face à Crise geral da Civilização Industrial. Portugal, o país do meio...

(Clique acima, para visualizar o Power Point)

Textos de referência para a Conferência sobre “O futuro da Relações Europa-Portugal-China” realizada na Reitoria da Universidade do Minho/Instituto Confúcio, 06.02.2026 integrada nas Comemorações do Ano do Cavalo...

18.1.26

Chamar os bois pelos cornos!

 

Os candidatados do PSD e do Chega, tiveram uma derrota clara na primeira volta. Face ao crescimento da Iniciativa Liberal, este resultado significa que está aberta uma crise existencial no PSD. O Chega já lhe retirara uma ala direita. 
Quanto ao Chega, parafraseando uma frase de Mourinho, que foi mal aplicada ao desporto, mas é adecuada à política, foi o primeiro dos últimos. E, ao contrário do que afirma o seu porta-voz, é a terceira vez que perde votos, neste caso, em duas eleições sucessivas: perdeu 900.000 nas europeias, recuperou nas legislativas, mas voltou a perder 800.000 votos nas autárquicas. Nestas presidenciais, o Chega perdeu 110.000 votos, em comparação com as legislativas, mas recuperou 650.000, face às autárquicas.
Há uma outra lição histórica nestas eleições: quando os dirigentes políticos democráticos constroem uma plataforma de defesa dos direitos populares e soberanos de Portugal, mesmo com uma base mínima de entendimento_ tal foi o caso do acordo parlamentar PS/PCP/BE, contra a deriva autoritária da direita e da União Europeia, a maioria parlamentar e o governo saído das eleições é progressista, e o autoritarismo recua. Quando os lideres falham nessa visão estratégica e protetora da nação e da democracia, os eleitores deslocam o seu voto contra o perigo principal e não o contrário, como julgavam os dirigentes, enganados pelo canto das sereias que explicavam a queda do PCP e do BE, por essa razão, sem ouvir a vox populi. 
Mas o fascismo triunfou no passado pela repetição desses erros e não poupou, nem os democratas, nem os liberais. E hoje, a conciliação, as cedências e a cumplicidade da União Europeia com a política do governo de Trump, colocou a Europa de joelhos e deixou as forças democráticas que ainda resistem nos EUA, na ONU, nos BRICS alargados...a lutar sozinhos.

16.1.26

Declaração de voto. A verdade da mentira


Gouveia e Melo era o presidente desejado pelos portugueses, segundo as sondagens. E o único candidato capaz de trazer para o campo democrático os eleitores do Chega que votam por revolta: este partido perdeu 900.000 votos nas europeias e 800.000 nas autárquicas.
As sondagens mais próximas da data das eleições foram-no empurrando para fora do pódio, contradizendo-se e desacreditando-se, pois 20% de indecisos e mais de 50% que afirmam poder ainda mudar o voto e a ausência da percentagem de abstencionistas, fazem dos lugares no pódio uma lotaria.

15.1.26

5. O Irão e as Presidenciais

"...Um candidato do PS, que ocupa a mesma trincheira do almirante e última da democracia abrilista, a defesa da nossa Constituição, com a diferença que o socialismo democrático é incapaz de definir um caminho autónomo para a queda da Europa, e abandonou o projeto de uma nova Europa, construída pelo Federalismo Democrático. Pelo que o risco de este partido trair o seu candidato eleito, em matéria de subversão da Constituição, na prática política e depois no quadro parlamentar, é real."

Há cinco dias que cessaram no Irão os protestos contra a carestia, que tem como causa principal as sanções aplicadas à sua economia pelos EUA e aliados. Tal como os motins violentos que foram alimentados por agentes de Israel_ os iranianos não queimam as suas mesquitas e bazares, provocando um número indeterminado de mortos, mas que incluem membros das forças de segurança abatidos com armas de fogo. 

3.1.26

Barbárie, guerra global e os sonâmbulos de Bruxelas

 

O governo dos EUA afirma que quem se opuser aos seus interesses, será vítima de agressão militar e insulta o seu antecessor por não ter recorrido suficientemente à barbárie. O sequestro do presidente venezuelano, com o rapto da sua mulher, é um ato de guerra que viola não só o direito internacional mas a própria constituição americana, sobrepondo -se à autoridade do Congresso.
O secretário de estado fala em nome de uma oligarquia para quem Trump é apenas um velho figurante e já como pretendente a encabeçar o novo Reich. Corine Machado comemorou a destituição de Maduro, mas é desprezada por Trump. Maria Corina Machado, suposta líder da oposição, apoiou o candidato da oposição à presidência em 2024, Edmundo González Urrutia. Mas Donald Trump afirmou que a ganhadora do Prêmio Nobel não tem "apoio nem respeito" no seu país e que são os EUA que vão governar a Venezuela, em proveito das companhias americanas do petróleo, acrescentando que as forças americanas estão prontas para realizar uma segunda onda de ataques, "muito maior".
Que respondem a esta legitimidade os governos e políticos do ocidente ao oriente, a União Europeia e o mundo? Eis a questão!