9.9.26

Alemanha: O adeus ao neoliberalismo





































A complexidade da evolução política internacional exige que o cidadão consciente não vá atrás de títulos televisivos, sobretudo das nossas dependentes televisões.

O AfD integra no seu programa medidas que eram bandeiras da esquerda, como a saída da NATO, que consideram um mero instrumento da política hegemónica dos EUA,  e a total  retirada das bases americanas neste país , tal como das suas armas nucleares e a saída da União Europeia. Não são pró Putin, mas querem estabelecer com a Federação Russa uma relação pacífica, para que a economia alemã benificie do gaz russo e das suas matérias-primas. Defendem uma Europa neutral, face às disputas entre as grandes potências e a sua autonomia militar. São racistas face aos emigrantes e refugiados,  que não tenham sido integrados, mas prometem também um reforço do estado social, Querem voltar a industrializar a Alemanha à moda antiga e com desprezo das questões ecológicas....

Este estado da antiga RDA é o melhor exemplo do falhanço das políticas neoliberais, que só em Portugal, como sempre acontece devido à proverbial iletaracia das nossas élites políticas, ganharam algum crédito recentemente, mas também do progressivo desaparecimento dos partidos da internacional socialista na Europa, sem esquecer o apodrecimento da liderança dos Verdes alemães, que se renderam ao militarismo e ao carreirismo e hoje fazem parte da alta burocracia europeia. O Die Link viu a sua influência reduzir-se por força de uma cisão eleitoral bem sucedida,, que lhe permitiria superar o  SPD e os Verdes. Sob a sigla BSW, os cisionistas entraram no parlamento regional, eles também com posições anti-imigração.

Algumas notas a merecer maior reflexão: o desaparecimento dos liberais, que perderam a totalidade dos 7 deputados; a queda inexorável do SPD, de 9 para 8; a ligeira subida do Die Zlink_BSW, de 12 para 13; a subida dos Verdes, de 6 para 8; a descida acentuados da abstenção, que passa de cerca de 40% para 22 %; a brutal queda da CDU, de 40 para 15 deputados e a subida da AfD de 23 para 39. A CDU perde 25 deputados e o o AfD contabiliza mais 16; se tivermos em conta que os liberais do FdT também perdem 7, então concluiremos que foram buscar mais 9 à abstenção. A soma dos partidos da esquerda citados cresce de 27 para 29 deputados.

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