9.9.26

E afinal, de que crimes ou contravenções acusam o diretor e ministro?



 
A campanha infame deu resultado. O cidadão comum apanhou fragmentos de notícias e comentários: o ministro fala 30 m e a televisão pública dá-lhe 30 s, escolhendo os momentos  de indignação, para que também pareça arrogante. Porque de infrator da lei, já nada o salva!?

E afinal, de que crimes ou contravenções acusam o diretor e ministro? Corrupção? Abuso do poder? Tráfico de seres humanos? Desobediência aos tribunais? Fuga ao fisco...de nenhum delas, apenas historietas. Ah! mas a "sua" PJ, malhou forte e feio, nesses criminosos e entregou-os à justiça.

No fim da campanha suja, nenhum crime ou sequer contravenção grave, lhe serão imputados. Mas a campanha suja continua e já atingiu os seus propósitos:  o oportunismo político da esquerda que a acompanha também. A extrema - direita, que a fomenta, agradece.

Ai do diretor da PJ que saia a terreno em defesa dos emigrantes, injustamente acusados de serem a causa principal do aumento da criminalidade e da insegurança.

Ai de quem desmantele as infiltrações nas polícias, no aparelho do estado, nas claques, de grupos de extrema -direita, que se preparam para os dias de violência contra a democracia, que o discurso já semeia!... e por aí adiante.

Focar inquéritos nas possíveis irregularidades do antigo diretor da  PJ, não é avaliar, é mais que meia acusação. Então, o que é avaliar?

Se querem avaliar o ministro pelo seu desempenho como diretor da PJ, vamos a isso: Quantos casos de corrupção de colarinho branco foram investigados e conduzidos à justiça! Quantos casos de redes de emigração ilegal foram investigados e levados a justiça?  Quantos crimes graves foram investigados e levados a tribunal, descobrindo as suas causas reais e desmentindo as campanhas de notícias falsas que culpavam os emigrantes? Quantos grupos terroristas, ligados à extrema-direita, foram desmantelados?

E, afinal, de que crimes ou contravenções acusam o diretor e ministro?

Historietas, insinuações, especulações, factos banais, podem ser configurados como crimes ou contravenções? E o seu balanço positivo, de serviço público, nada vale? De onde vem a autoridade moral e prática desses críticos, políticos, comentadores e locutores da má informação?

Valha-me S. O'NEIL: "Por este caminho, havemos todos, quase todos, de chegar a ratos! Sim, a ratos". Do esgoto, escrevo eu.

E, afinal que crimes cometeu o diretor e ministro! ? Respondo eu: ter combatido de facto a corrupção de colarinho branco. Ter defendido os imigrantes das máfias que os exploram e dos maus patrões e funcionários, e das notícias falsas que os envolvem. Ter gerido as despesas da PJ como se estivesse a poupar as despesas da sua casa e levado essa cultura para o ministério. Não ter medo de protofascistas e terroristas...Enfim, ter sido honesto na profissão, na vida e no discurso político, chamando os bois pelos cornos!

Concluindo: ter defendido a democracia, dos seus inimigos.

Querem também descobrir os verdadeiros criminosos? Procurem por detrás das figuras engravatados que atacam o diretor ministro e, pelo caminho, envergonhem os democratas que se juntaram à campanha e abram os olhos aos cegos de Saramago e ao seu povo, alienado pela manipulação das notícias.

 

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